sexta-feira, 21 de maio de 2010
sorte azarada.
não era tão tarde...mas ainda sim não era cedo. ela estava sonhando, parecia estar ótimo, fugir da realidade, escapar de pessoas e problemas, entrar um universo somente seu ! por fim, um dia ela iria precisar acordar. Ela sentia que podia dizer que conheceu o amor...o sonho dela começou assim...ela conheçou um menino, fora dos padrões de perfeições impostos por ela mesma, totalmente alma não gemea, o que não teria sentido algum...ele podia ser considerado um estranho, mas não pra ela. ele tinha um cabelo legal, um sorriso bonito, um estilo diferente, e uma voz rouca...se conheceram por acaso em um dia nada especial, mas o que um sorriso não faz não é ? uma mistura de felicidade com insegurança, os olhares de trocaram como flecha e alvo, só que o que ela não sabia, é o que ela simplismente mais um alvo, e não o principal. após encontrar o brilho que encantou aquela noite, brilhou mais que todas as estrelas e a lua no céu, a menina só pensava no seu incrivel encontro com a falta de destino, a não existência de sincronia nos movimentos daquela noite quase normal...alguns dias se passaram, e por felicidade ou não, o menino procurou sobre a tal garota que chamou sua atenção...agora, não disse toda a sua atenção. eles conversavam por horas, enquanto na mente dela só existia ele no momento, na mente dele...ela era uma, de outras. após juras e promessas, encanto de palavras jogadas ao vento e recebidas como flores, enquanto só significavam mentiras...ela já estava com o coração gritante, precisando possuir o nome daquele que conquistou o doce da vida, ele é perfeitamente o tipo de menino errado, e ela ainda não descobriu porque gostou disso. a ilusão tomava conta da mente da garota, o mundo real era o mundo dele...para ser feliz, ela precisava viver isso ! dito, e feito. em um dia comum, provavelmente em uma sexta feira, ele a coloca contra a parede, lhe diz coisas em seu ouvido que as fazem arrepiar, enquanto a mão dele desliza pela cintura dela, ela se contem e não se envolver na provavel dança que irá marcar a sua vida para sempre apartir daquele momento, só que ela ainda não sabia disso. até então ele a insinuava provocações, já ela com os olhos quase fexados pela tensão e vontade do momento, respiração ofegante, mãos tremulas com o toque dele, e para ajudar as maçãs do rosto se rosando com a falta de coragem de dizer tudo o que o seu coração implorava para soltar, todas aquelas palavras das quais ela desconhecia pois nunca havia se sentido assim antes, ela não vê outra reação a não ser abraçá-lo, se as palavras não falariam pelo seu coração, suas atitudes diriam muito mais...pena que ele não percebeu esse fato. e pela primeira vez, ele com delicadeza sustenta o rosto dela com sua mão direita, se aproxima de sua boca, fazendo com que o corpo dela grite com um impulso para frente...o toque dos lábios faz com quem as penas dela estremessam, fazendo com que o chão se torne irreal e desnecessário, ela estava levitando...o ar que a envolvia não era mais sentido, ela estava tão fria e gelada pelo nervosismo de sua ação, onde racionalmente ela não conseguiria explicar nenhuma das sensações que a rodeavam nesse momento, mas já a emoção seria uma perfeita narradora do que estava acontecendo. era tão repulgnante, ele a fazia bem, ele lhe tratava como uma dama, era perfeito e ao mesmo tempo o imperfeito se tornando cada vez pior, ele a fazia ama-lo...e por mais inacreditavel que possa parecer, ele tinha consciência disso. essa noite era inesquecivel para ela, dormir ? como haveria de existir sono se o seu sonho acaba de se concretizar naquele momento!? ela já estava sonhando a muito tempo - ou tendo um pesadelo sutil - sem perceber a menina foi se afundando em suas próprias expectativas, ela respirava ele, e ele estava feliz em ter só oxigênio nos pulmões...ela queria sentir a pele dele, precisava do toque mácio que a confortava, a sua paz. já ele também queria muito sentir a pele dela, mas por puro prazer interior, afinal...ele ainda teria muitas peles e muitos sabores para experimentar. como tudo que se afunda demais, ela se afogou. e ele não estava lá para socorre-lá, afinal quem se afoga, morre sozinho. talvez ele nem se lembre do nome dela, ou se lembre quem sabe ? se ele a transformasse em uma história, a primeira página seria sobre promessas baratas e juras falsas, ou como fazer alguém se apaixonar sem ter intenções de amar esse alguém. ela se afogou, mas não morreu...se fortaleceu, a água nos pulmões limpou tudo o que havia ali, digamos que ela só precisasse do oxigênio para sobreviver...ela sabe que já amou...infelizmente, ele não teve a sorte azarada que ela teve.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário